
Fotos: Hudson Calandrelli
Com objetivo de combater o abuso e exploração sexual em crianças e adolescentes, a Prefeitura de Ji-Paraná, através da Secretaria de Assistência Social (SEMAS) e do Serviço de Enfrentamento e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, junto com parceiros, realizaram na manhã desta sexta-feira (18) um pit stop na Avenida Marechal Rondon.
O evento contou com a participação de uma equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, psicólogos, advogada e educador social, que distribuíram panfletos e chaveiros para informar e alertar a comunidade sobre o assunto.
Na maioria dos casos as vítimas são ameaçadas ou coagidas pelos infratores, por isso elas deixam de denunciar. Por isso há a necessidade de conscientizar a população para denunciar e combater este tipo de crime. Mas como resultados da campanha anterior, foram atendidas aproximadamente 150 pessoas no núcleo do Creas, e registrados 132 casos de violência doméstica e sexual infantil no ano passado em Ji-Paraná.
Essa informação para Glecia Ranny Alves, coordenadora do Creas, é um efeito positivo da campanha visto que a população foi incentivada a combater esse crime com as denúncias: “De acordo com os dados nacionais do Disk 100, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, Ji-Paraná ocupou o 2º lugar como cidade que mais utilizou o disque denúncia entre as cidades brasileiras. O que significa que a população de Ji-Paraná está perdendo o medo de denunciar e buscar mais informações”.
As denúncias e atendimentos às vítimas são realizados na sede Creas, que conta com uma equipe de profissionais formada por psicólogos, assistentes sociais, pedagogas, educadores e monitores multidisciplinares para o apoio e assistência à vítima e familiares. O Creas funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na rua Isaías de Miranda, 198, bairro Urupá. O telefone é o (69)3411-4215. As vítimas da violação de direitos humanos também podem ligar na ouvidoria Disk 100, que serão ouvidos e orientados por profissionais.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a cada ano cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes são explorados sexualmente em todo o planeta. Pelo menos 1,2 milhões de crianças são traficadas. No Brasil, de acordo com dados do o Congresso Mundial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em torno de 100 mil crianças e adolescentes são vítimas de exploração sexual por ano.
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